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Azedô o pé do frango
 


Sangue e desejos

Meus desejos sempre tão fortes,

Levam-me onde quero chegar.

Minha disciplina incerta,

Durante toda vida vão se lembrar.

 

Desprezo, mau humor, melancolia...

Ainda me fazem mal...

Trazem-me o mal...

 

Vou ter que esperar...

 

Tive medo sim!

Fiz coisas que não posso me orgulhar.

Sei, chegarei ao fim.

Sempre arrisco. Sempre mais uma aposta.

Diante do próprio fim.

Não tive medo de tentar.

Se, sobrevivi, foi apenas por mim.

Não devo à ninguém...

 

Mas agora...

 

Vou ter que esperar!

 

Mais uma vez. Só uma vez.

Vejo o mundo de frente e de perto.

E é ele quem está com medo...

Agora!

 

Não tenho moças bonitas em fotos felizes para ilustrar

O dia-a-dia maçante. Melancolia, dores no corpo e mal-estar.

 

Não terei nostalgia deste tempo agora

É o meio de um bom motivo que tenho à alcançar.

 

Talvez antes de minha morte

Minha mente, espero sã, faça-me relembrar

Do que eu fui, pelo quê vivi,

Guerras que travei e derrotas que sobrevivi.

 

Respirando meu próprio sangue,

Já em poças, já sem dono.

Que seca sobre minha própria pele

Sem cor, sem brio.

Mas com as marcas que trago

E fazem minha história!

 

Chegarei ao fim!

Certo ou errado...

Vou até o fim!



Escrito por Henrique Rogatto às 21h40
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